NFTEX recebe produtores de algodão do MT

NFTEX recebe produtores de algodão do MT

NFTEX recebe produtores de algodão do MT NFTEX recebe produtores de algodão do MT

Cooperativa produz cerca de 70 mil toneladas de pluma , o que representa 10% do consumo do mercado nacional

 

O Núcleo de Fabricantes de Toalhas (NFTEX), recebeu na noite desta terça-feira, 9 de novembro, representantes da Cooperativa de Produtores de Algodão de Campo Novo do Parecis (Copac/MT). O jantar ocorreu no Hotel Monthez, com o objetivo de estreitar laços e propor vantagens comerciais entre produtores e as indústrias locais, cuja pluma é a matéria-prima principal de sua cadeia produtiva.

“São grandes empresários, que abastecem 10% do mercado nacional, com cerca de 70 mil toneladas de algodão. Eles já atendem algumas tecelagens na região com muita qualidade e esta aproximação nos traz confiança mútua para novos negócios”, afirma o coordenador do NFTEX, Taciano Peterman.

Durante o encontro também foram citadas as perspectivas econômicas para o próximo ano. “Temos que nos adaptar à uma realidade difícil. O custo do algodão é ´dolarizado´ e a questão do câmbio está distorcendo da realidade nacional. Ainda assim, compreender os detalhes que envolvem esta perspectiva de volume e de preço para 2022, nos proporciona uma vantagem competitiva”, analisa o coordenador.

 

Força produtiva

Fundada em 2005, a Copac representa um grupo de 14 famílias que cultivam algodão em 40 mil hectares, na Chapada dos Parecis (MT). A região é privilegiada pelo clima bem definido. O algodão, plantado em janeiro, é colhido na seca, sem a interferência da chuva. “Isto traz mais cor e brilho, para atender as características desejáveis da indústria”, conta o presidente da cooperativa, Jesur José Cassol.

Segundo ele, a Copac já é uma grande fornecedora para as indústrias de Santa Catarina e a expectativa é que esta missão empresarial no Estado, que iniciou na segunda e encerra nesta quarta-feira, possa consolidar novos negócios.

“Queremos estreitar o relacionamento e entender o que a indústria está precisando. Estamos, inclusive, dispostos a aumentar nossa produção para atender o mercado interno”, reforça Cassol.

Hoje, o Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo e a projeção é que o país alcance a liderança deste mercado até 2030. “Os importadores conhecem a qualidade do produto. Nos últimos anos melhoramos as técnicas de cultivo, investimos na mecanização e nos processos de beneficiamento. Mas, ainda que o Brasil exporte muito, nós queremos pensar nas indústrias internas, que geram valor agregado e trazem riqueza aos municípios”, enfatiza o presidente da Copac.

A pandemia da Covid-19 também impactou negativamente este setor e a projeção é que o mercado estabilize nos próximos seis ou 12 meses. “Na agricultura trabalhamos antecipados. A próxima safra já tem seu preço definido e produtos adquiridos. O mundo enfrenta hoje a crise energética e o nosso setor sofre com o preço dos fertilizantes. Mas esperamos que logo a economia volte ao normal”, projeta Cassol.

Um dos fundadores da Copac, o empresário Sérgio Introvini, também acompanhou a comitiva do Mato Grosso. “Temos conversado com industriais e comerciantes que nos reportam boas notícias. No início da pandemia ficamos assustados, mas terminamos bem 2020, o que deve ser mantido em 2021. Por isso, estou otimista em relação ao futuro”, destaca Sérgio.

 

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